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11/01/2018 ás 18h12 - atualizada em 11/01/2018 ás 18h53

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Ivan Sousa

Piracuruca / PI

Homem se diz gerente da Caixa e dá golpe de R$ 1 milhão no Piauí
Homem se passava por gerente da Caixa e faz mais de 40 vítimas.
Homem se diz gerente da Caixa e dá golpe de R$ 1 milhão no Piauí
José Luciano Castro Pompeu Neto (Crédito: Reprodução)

Um  homem identificado como José Luciano Castro Pompeu Neto está sendo procurado pela Polícia Civil acusado de se passar porgerente da Caixa Econômica e fazer mais de 40 vítimas, através de 'facilitação' para o programa Minha Casa Minha Vida. O suspeito, que se diz parente de um político piauiense, causou prejuízo de quase um milhão de reais.


“Foi ali próximo da prefeitura que ele se dizendo ser superintendente de Habitação e disse que podia 'agilizar' minha documentação junto à Caixa. Primeiramente ele me pediu R$ 178 reais, que seria referente para o despachante, e mais R$ 4 mil que seria para ele 'agilizar' esse processo”, relatou uma das vítimas.


Luciano Castro Neto se apresentava sempre como funcionário da Caixa Econômica Federal ou funcionário da Prefeitura de Teresina. O estelionatário cobrava valores para 'agilizar' documentação na aquisição de casas .


O advogado Jair Braz, da OAB-PI, explica que o suspeito se aproveitava do pouco tempo das vítimas e se mostrava como 'capaz de agilizar e resolver pendências relacionadas na concessão de imóveis.


“Como a maioria das pessoas trabalha e tem uma vida corrida e não dispõe de tempo suficiente, era onde ele entrava e dizia que iria 'acelerar' essa documentação junto à Caixa. Esse dinheiro cobrado seria para as custas desse processo administrativo”, explica.


Uma mulher, não identificada, relata que chegou a repassar R$ 6 mil para o suspeito. O dinheiro era fruto de direitos trabalhistas que ela recebeu após sair de uma empresa. “Eu estava na SDU, daí ele chegou e começou a conversar como uma pessoa normal. Mas aí depois ele começou a jogar as 'indiretas', dizendo: 'Olha...Você tem interesse em conseguir uma casa e tal? Porque eu tenho como acelerar o processo no Minha Casa, Minha Vida'. E aí a gente querendo uma casa, aceitamos. Ele pegou o número do meu telefone e ficou mandando mensagem, 'fazendo minha cabeça' e até que eu disse que queria. Ele, então, me passou uma documentação, uma carta informando que eu seria sorteada. E a partir de então passei o dinheiro para ele”, contou.


Um empreendimento imobiliário, localizado na região do Dirceu, zona Sudeste, é um dos que Luciano prometia para suas vítimas. Um apartamento no prédio custa cerca de R$ 200 mil. As vítimas, segundo dizia o acusado, negociariam esse valor com a Caixa Econômica após receberem o imóvel.


O suspeito teria falsificado documentos da Caixa Econômica e da Prefeitura de Teresina contendo os nomes das vítimas como contempladas no programa do Governo Federal. As cartas foram entregues às vítimas. Luciano também se apresentava como sobrinho de um parlamentar federal do Piauí.


“Eu mesmo estive pessoalmente na Caixa Econômica Federal, também na SDU e constatei que essa documentação é falsa. Essa documentação nunca saiu de nenhum dos órgãos. Há vítimas em Parnaíba e inquéritos contra ele no 6º DP, 5º DP e no 12 DPº”, acrescentou o advogado.


30 Boletins de Ocorrência foram registrados nas delegacias de Teresina. Um levantamento parcial da Polícia Civil, aponta que Luciano teria faturado mais de um milhão de reais nos últimos quatro anos.


Joatan Gonçalves, investigador do 6º Distrito Policial,  diz que mais de 30 pessoas já denunciaram o estelionatário.


“Nós já ouvimos 30 pessoas trazidas aqui por advogados que estão representando essas vítimas e coincidentemente quando estávamos ouvindo essas pessoas, apareceram outras vítimas, pessoas lesadas há quatro anos por quantias de R$ 12 mil, R$ 14 mil, R$ 8 mil”, informou.


A polícia acredita no envolvimento de outras pessoas no esquema fraudulento. “Três pessoas envolvidas se torna associação criminosa. Nós temos suposto envolvimento de uma pessoa que para as vítimas se apresentava como sendo esposa de um taxista que era responsável pela cobrança desses valores. E de mais duas pessoas que eram utilizadas a contas bancárias para que fosse feito o repasse desses pagamentos e cobrado como sendo para 'agilizar' esses processos", acrescentou o investigador. 


O delegado Mamede Rodrigues, do 6º DP, foi nomeado para investigar o caso. “Nós já demos inicio as investigações, e com certeza, vamos apurar com toda extensão todo o caso. Vamos representar pela prisão desse indivíduo”, garantiu.


FONTE: Meio Norte

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